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Vazamentos em sistemas que utilizam fluidos térmicos

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Vazamentos em sistemas que utilizam fluidos térmicos

Óleos de transferência de calor são formulados para se mover rapidamente e carregar o máximo de calor possível em altas temperaturas, porém as mesmas propriedades que irão melhorar as caraterísticas deste tipo de desempenho de baixa viscosidade e alta densidade, acabam comprometendo o desempenho do fluido para manter e estabilizar as moléculas em temperatura operacional.

Postado em 05/09/2014

 

Neste caso, as mesmas temperaturas que fazem do fluido um bom meio de transferência de calor, tendem  também a causar vazamentos.

Detecção de Vazamentos

Um dos sinais mais simples e visíveis para detectar qualquer vazamento do fluido no sistema é a presença de fumaça, que pode aparecer quando o fluido quente for exposto ao ar. A quantidade de fumaça dependerá do tamanho do vazamento, da temperatura do fluido, e também da quantidade de ar presente onde o vazamento se encontra. Pequenos escorrimentos podem produzir uma quantidade enorme de fumaça devido a falta de quantidade suficiente de fluido para a formação de gotículas. Este escoamento contínuo formará fumaça e de certa forma cozinhará sobre o metal próximo ao vazamento, deixando marcas escuras ou crostas de carbono. Como a fumaça na verdade é uma reação da volatilidade dos pontos baixos de ebulição do fluido de transferência de calor (moléculas pequenas) que entram em contato com o ar, o processo de resfriamento reduz a vaporização do fluido, que neste caso ajuda a diminuir a quantidade de fumaça.

Porém, é bom ressaltar que se o vazamento for grande o suficiente para que a oxidação utilize todo o ar puro ou que a ventilação seja insuficiente, o vapor pode ser acumulado e causar sérios perigos inflamáveis.

Para que este tipo de problema seja seguramente resolvido, certifique-se que o fluido térmico não esteja em operação em áreas fechadas sem ventilação adequada. Certifique-se também que o ar esteja circulando em todos os locais (válvulas, anéis, bombas, tanques de expansão, etc.) que haja possibilidade de vazamento.

Como minimizar os vazamentos

  1. Manutenção do Sistema: Como sabemos, metais quentes aumentam de comprimento e diâmetro, ocasionando o alongamento de parafusos e tubulações em até 4″ por 100′ de comprimento. Já os fluidos quentes, tornam-se muito mais finos do que quando possuem baixa temperatura (acima de 400ºF se menos viscoso que a água em temperatura ambiente). No caso de sistemas novos e velhos, a maior fonte de vazamento são nos anéis, que geralmente devem ser apertados em casos de vazamento. Caso você tenha que remover o isolante do anel, primeiro leia sobre os isolantes de fogo ou incêndio no manual técnico da Paratherm (Paratherm- Prevenção contra fogo em sistemas de óleos térmicos de transferência de calor). Utilize um selante a base de fluo carbono para vedar a rosca ou fita de Teflon em conexões com roscas, e aperte-as para baixo.
  2. Prevenção de Erros Operacionais: Todas as válvulas dos drenos devem estar fechadas antes que o fluido seja adicionado, incluindo todas as válvulas de bloqueio. Os indicadores de pressão devem possuir válvulas de isolamento e devem estar localizados de modo que não possam ser acidentalmente removidos com uma empilhadeira. Os selos da bomba de escape devem ser substituídos antes que a graxa nos rolamentos seja eliminada. Verifique também o nível do tanque de expansão antes de iniciar o sistema.


Publicado em: 16/10/2017

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