Manutenção preventiva em sistemas de fluido térmico

Manutenção preventiva em sistemas de fluido térmico

Por: HEAT ALLIANCE - 28 de Janeiro de 2026

Ter eficiência energética não é mais uma meta, apenas, mas sim uma necessidade da indústria frente ao mercado altamente competitivo. Quanto mais eficiente uma produção se torna, mais a empresa é capaz de fazer mais com menos recursos.

E são diversos os sistemas que ajudam a sustentar a produção, entre eles, o sistema de fluido térmico. Aliás, ele ocupa um papel central na produção industrial, desde o mercado de alimentos, passando pelo têxtil, metalúrgico e químico.

A grande questão desse tipo de sistema é o fato de ele ser fechado. Assim, quando um problema começa, é difícil de identificar e, normalmente, o responsável só se dá conta quando é preciso parar a produção por um defeito no maquinário causado pelo sistema de fluido térmico.

E é justamente neste ponto que entra a manutenção preventiva. É ela que vai te ajudar a evitar esse tipo de situação e um grande prejuízo pelo atraso da produção e até perda de insumos. Acompanhe:

Os pilares da manutenção preventiva

Para criar uma boa estratégia de manutenção preventiva no seu setor, é preciso seguir os 3 pilares:

1. Análise do fluido

É como se fosse o exame de sangue do sistema. É feita uma avaliação periódica do fluido e você deve seguir a recomendação do fabricante. Veja os pontos que devem ser avaliados:

  • Índice de acidez: com o tempo, alguns fluidos de composição ácida podem se tornar corrosivos, causando desgaste nas tubulações por onde passam;
  • Ponto de fulgor: aqui você identifica o risco de incêndio ou mesmo a cavitação na bomba;
  • Resíduo de carbono: com o tempo, o fluido pode formar um tipo de borra (como borra de café) e prejudicar a passagem do combustível. É como uma veia que está acumulando placas de gordura ao redor, aumentando a pressão do sistema;
  • Viscosidade: um fluido que fica mais espesso exige do sistema mais pressão na bomba para continuar passando pelas tubulações. Isso, inevitavelmente, leva a um consumo maior de energia e perda de recursos financeiros.

2. Avaliação da parte física

Agora é a hora de focar na parte externa e interna das tubulações e de toda a estrutura por onde o fluido passa:

  • Queimadores e caldeira: a chama pode não estar bem regulada ou pode haver acúmulo de fuligem. Nas duas situações, a serpentina pode criar “pontos quentes”, o que aumenta a velocidade de degradação o fluido;
  • Bomba de circulação:  verifique os selos mecânicos para ter certeza de que não há vazamentos e também avalie a presença de ruídos e vibrações no sistema;
  • Tanque de expansão: no tanque de expansão, o fluido deve ficar abaixo de 60º (ou outra temperatura a depender do tipo de fluido). Isso reduz as chances de oxidação do combustível antes do tempo. 

3. Limpeza e filtração

Mesmo que você use um excelente fluido, algumas partículas sólidas podem se soltar e se depositar em locais essenciais, como na bomba, podendo causar obstrução da passagem e assim, aumentar a pressão dentro do sistema, algo extremamente perigoso. Por isso, a manutenção dos filtros, especialmente os de malha fina ou filtros magnéticos, são fundamentais para uma boa manutenção preventiva.

Craqueamento e oxidação: dois inimigos invisíveis

O fluido se degrada ao longo do tempo, algo que é normal e esperado, e, à medida que isso acontece, dois problemas podem aparecer: craqueamento e oxidação. Entenda melhor cada um deles e por que são perigosos:

Craqueamento térmico

Isso acontece quando o fluido acaba sendo exposto a uma temperatura maior que ele suporta. Isso acaba gerando a quebra de moléculas e liberando gases (também chamados de frações leves) e partículas sólidas (frações pesadas).

Os gases podem gerar acidentes graves, pois podem aumentar a pressão dentro do sistema ou fazer algum tipo de modificação química no fluido. Já as frações sólidas podem se depositar ao longo da tubulação do sistema, formando um tipo de isolamento térmico, forçando o sistema a trabalhar mais para que o fluido possa atingir a temperatura ideal.

Oxidação

O processo de oxidação já é algo bastante conhecido e ocorre quando uma substância entra em contato com oxigênio. Nesse caso, é o fluido térmico que entra em contato com o oxigênio, formando ácidos que podem aumentar a viscosidade do fluido, aumentando a pressão do sistema e podendo, até mesmo, travar não só as válvulas como também a bomba.

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Como a manutenção preventiva pode gerar economia?

Se você ainda vê o investimento em manutenção como um custo, vai perceber que pensar dessa forma só vai consumir mais e mais recursos, não só financeiros, como também de tempo e de capital humano. 

Veja as vantagens de investir em manutenção preventiva de fluidos térmicos:

  • Um sistema que possui um fluido limpo consegue fazer uma troca mais eficiente de calor. Para se ter uma ideia, se o combustível estiver com apenas 1 mm de depósito de carbono, o consumo de fluido pode aumentar em até 15%;
  • Quando você realiza manutenções preventivas, o sistema funciona melhor, com menos desgaste e, dessa forma, você aumenta o tempo de vida útil das peças, economizando em reparos constantes ou trocas;
  • O risco de incêndios em locais com uso de caldeiras e sistema térmico é grande, portanto, a manutenção preventiva reduz consideravelmente as chances de uma catástrofe, poupando o patrimônio e muitas vidas;
  • O custo de ter uma esteira de produção parada (o que pode fazer parar toda a produção) é muito maior do que fazer uma troca de fluido. A depender do problema, o tempo de parada por um defeito, pode durar dias ou até mais tempo.

Agora que você já entende a importância da manutenção preventiva, comece a sua estratégia hoje mesmo e crie uma check list com a sua equipe. E, para facilitar, procure sempre adquirir um fluido térmico de alta qualidade, em uma empresa confiável e com credibilidade no mercado.

A Heat Alliance tem mais de 40 anos de experiência em fluidos térmicos e já contamos com mais de 400 clientes plenamente satisfeitos com os nossos serviços e produtos. Seguimos as mais rigorosas normas de segurança como a Norma Técnica Alemã DIN 4754, essencial para locais onde é preciso fazer testes em instalações onde há transferência de calor, entre outras.

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